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Mara na fisioterapia
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Há
nove anos, a psicóloga e publicitária Mara
Gabrilli, de 36 anos, envolveu-se num acidente gravíssimo
de carro. Ela fraturou a colula cervical e ficou tetraplégica.
Vários nervos que controlam órgãos
vitais foram afetados. Mara perdeu todos os movimentos do
pescoço para baixo e passou dois meses num repirador
artificial.
Foram duros anos de reabilitação.
Mara fez o que pôde para se adaptar à vida
numa cadeira de rodas.
Em 1997, ela fundou a ONG Projeto |
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Passo, que trabalha para melhorar o cotidiano do deficiente
físico. "Nunca abandonei o otimismo", conta.
Quando ouviu falar que um grupo de pesquisadores brasileiros
estudava a injeção de células-tronco
para a recuperação de lesões medulares,
como paraplegia e tetraplegia, Mara não titubeou
em aderir ao projeto. Em pesquisas internacionais com animais,
o implante de células-tronco na medula espinhal foi
capaz de fazê-los voltar a andar. O estudo desenvolvido
pelo Hospital das Clínicas, de São Paulo,
e coordenado pelo professor Tarcísio Pessoa de Barros
Filho procura repor as células da medula lesada.
Elas são extraídas,
filtradas em laboratório e reinjetadas no local da
lesão.
Dos trinta pacientes que
receberamo implante, dezoito apresentaram resposta positiva
ao exame de potencial elétrico evocado, que mede
a freqüencia dos impulsos dos membros para o cérebro.
"Senti um aumento, ainda
que pequeno, da sensibilidade à dor", conta
Mara. "Nunca estive tão otimista". |